Ah o amor... Quando penso no seu conceito, a primeira coisa que me vem à cabeça é um trecho bíblico que diz o seguinte: "Por que Deus amou tanto o mundo, que deu o seu filho unigênito, a fim de que todo aquele q nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna." Toda essa nobreza está em João 3:16.
Aí, continuando na Bíblia lá em 1 Cotintios 13:4-8, vem o seguinte trecho: "O amor é longânime e benigno, o amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna (o dicionário me disse que enfunar é "encher de vaidade"), não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado, não leva em conta o dano, não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. SUPORTA TODAS AS COISAS, ACREDITA TODAS AS COISAS, ESPERA TODAS AS COISAS, PERSEVERA EM TODAS AS COISAS. O amor nunca falha."
Daí vem a dúvida: quem foi que inventou que isso que sentimos pelo sexo oposto, ou pelo mesmo sexo, é amor?
Certamente se eu perguntar: quem, com mais de 25 anos, já amou? Muitas, muitas, muitas... muitas pessoas mesmo, se indicariam.
Agora se a questão for: quem, quando disse a frase "eu te amo", estava sentindo algo ao menos parecido com isso. Certamente a resposta viria em formato de sinfonia de grilos. Quer dizer, talvez as mães tenham vivenciado experiência próxima.
Então eu acho que deveríamos criar um novo nome para aquele sentimento que te dá um friozinho na barriga, uma inquietação que tira o sono, uma saudade gigante que vem nas primeiras horas longe daquele ser que te despertou tudo isso...
(Tá bom, eu sei q vocês estão pensando: Ô idiota, o nome disso é paixão! Mas nem me deixaram terminar!)
Não é só isso.
É mais. Com esses sintomas ainda tem um pensamento constante na pessoa, querendo que ela sempre esteja bem, mesmo que esteja com raiva, e se, algo der errado, tem certeza de que tudo será largado para oferecer para o outro tudo o que você puder.
Há ainda a convicção de que se pudesse escolher alguém para sentir tudo isso, você escolheria o mesmo alguém por quem já sente tudo isso.
E entre mais alguns sintomas semelhantes, tem também aquela mudança sutilmente voluntária onde você não é mais EU, agora você é NÓS. E aí o pacotão tá quase completo.
Pois é. Quase.
Jamais poderia deixar de mencionar aquele instinto quase assassino, que faz ferver o sangue, quando se percebe um olhar furtivo para uma bunda alheia, ou o interesse exacerbado no que uma terceira pessoa tá falando (deixando claro que essa terceira pessoa é bem atraente).
Fechou. Ainda não.
Coloca aí também a raiva que vem toda vez que você quer ficar sozinho, só um pouquinho, e ... lá vem uma D.R. Ou então quando vc quer sai com amigos e a leitura do outro é: "Só pode que vai aprontar! Se não fosse, por que eu não poderia ir junto?"
Tem também a frustração de você esperar que o outro, magicamente, naquele mesmo momento, deseje, assim como você, uma noite sexualmente exaustiva, enquanto que, o que você acaba recebendo é uma bela noite de sono no estilo conchinha. E por aí vai... (importante registrar aqui que, enquanto o outro tá dormindo e você acordado, remoendo a frustração, há ainda, apesar dela (frustração), o olhar para o outro que te traz uma grande satisfação de ver aquela pessoa ao seu lado).
Agora sim. Com essa mistura temos o sentimento que move muitos a dizerem " eu prometo sentir isso tudo pelo resto da vida, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe."
Então, que nome dar a isso? (Desculpem a insistência em achar outro nome, mas é que me incomoda chamar isso de amor, acho desonesto com Deus e com as mães!)
Poderíamos falar em paixão+companheirismo? Paixorismo? então falaríamos: "Eu te paixoro!"? "Eu te paixoro do tamanho do universo!"?
Estranho!
Agora acabo de me lembrar de um trecho de um texto de Lya Luft em "Pensar é Transgredir": "Rótulos me parecem cada vez mais precários. As vezes mais confundem que esclarecem."
Assim concluo: para que nominar se sentir já é tão bom?!?!?!?!?!?!?!?!
Mas que fique um recado: "O amor não é aquela coisa brega, mas que te remexe todo, o nome disso é Banda Calypso." (Li isso na Gloss de julho e adorei). Também não é "a flor roxa que nasce no coração dos trouxas."
O amor é outra coisa.



TAMBÉM NÃO É O FOGO QUE ARDE SEM SE VER, ISSO É GASTRITE...O AMOR É OUTRA COISA.
ResponderExcluirHAHAHAH EU TE PAIXORO É DEMAIS.... AMEI O TERMO!!! HUAHUAHUA
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirBom... "e o amor, o que é?".
ResponderExcluirPra alguns isso é facilmente respondido. Diz-se que o amor é como a GASOLINA: custa caro, dura pouco e pode ser facilmente substituído por álcool!
hauahauha
Desculpe. Não resisti!